
Jader almeida – Design como experiência
“A inspiração existe, mas o exercício do desenho, da pesquisa e da observação é substancial no processo. É essa combinação entre sensibilidade e rigor que sustenta a identidade do trabalho e dá forma às soluções propostas.”
O que mais o inspira quando cria: o lugar, as pessoas ou existe já uma intuição estética?
A inspiração existe, mas o exercício do desenho, da pesquisa e da observação é substancial no processo. É essa combinação entre sensibilidade e rigor que sustenta a identidade do trabalho e dá forma às soluções propostas.
A arquitetura e o design atravessam escalas muito diferentes. Como você trabalha com isso?
Escala não é dimensão. Escala é proporção, é entender a relação do corpo com o espaço, do material com o uso. O pensamento começa junto, depois se organiza. Arquitetura e design se diferenciam justamente por saberem lidar com essa proporção correta.
Teve alguma referência que norteou seu projeto para o Park Art Design?
As referências vêm do acervo interno acumulado ao longo dos anos. A cada novo projeto, busco nesses arquivos elementos que se misturam e apontam direções. Quando essas referências encontram a escala e as possibilidades reais, novos caminhos surgem.
Houve algum desafio técnico relevante na criação dos elementos do parque?
Os desafios são constantes e fazem parte da essência do processo. Sempre que buscamos criar algo novo, o caminho é cheio de ajustes e descobertas. Muitas vezes é o próprio desafio que nos leva a territórios inesperados e conduz a resultados mais sólidos.
O que o Park Art Design representa dentro da sua trajetória?
Diria que é uma combinação entre síntese e algo novo. A visão e a escala vêm de uma bagagem acumulada, mas o projeto ganha identidade própria dentro do contexto específico.
Quando existe abertura do cliente, essa combinação produz algo realmente inédito e um ganho real para todos.